quinta-feira, 3 de abril de 2008

Couvert artístico: cobrança justa?

Aproveitando a oportunidade que me foi aberta, ao acaso, proveniente do post anterior, em que um parágrafo aborda sobre a cobrança dos 10% pelo serviço prestado por garçons de bares e restaurantes, pretendo aqui deixar minha indignação acerca da cobrança de couvert artístico.

Não venho aqui desmerecer nenhum músico, banda ou qualquer outro tipo de atividade artística, afinal, reconheço isso como trabalho e sei que muitos vivem apenas da música. Mas, por outro lado, por que todos, sem exceção, devem pagar por aquilo que não faz questão de ver?

Particularmente, acho um abuso bares e restaurantes cobrarem um valor e, muitas vezes, seus donos se apoderarem de grande parte do cifrão que, teoricamente, deveria ser revertido para os próprios músicos.

Não, não é essa minha principal indignação, afinal, bandas sabem que o sistema é assim: vocês tocam, eu ganho e vocês ficam com uma parte. Apenas uma parte. Mas sim o fato de eu não gostar - pra ser sincero odiar - de ouvir bandas e cantores tocarem músicas que poderia muito bem ser sintonizada em uma rádio (ok, sei que a grande maioria ainda prefere ouvir os velhos e covers). Seria mais justo, ao meu ver, providenciar um som e um cd e botar o som pra rolar. Pronto, o ambiente tem música, você está com seus amigos, o atendimento é indiferente. Pronto, o que mais é preciso?

Sei que não sou o único, apesar de ter ciência que talvez seja uma raridade, em não gostar dessa atitude. Mas porquê todo mundo é obrigado a pagar?

Digo obrigado, pois, de acordo com o site Consultor Jurídico: Com relação ao denominado "couvert artístico", este só pode ser cobrado do cliente quando houver a combinação de 3 fatores: 1) Oferecimento de show ou música ao vivo; 2) A informação antecipada sobre o valor cobrado; e 3) A existência de contrato de trabalho entre o(s) artista(s) e o estabelecimento.

Claro que no Brasil, este tipo de lei passa desperciba por muita gente, e ninguém corre atrás do seu direito. Mas tenho certeza de que você já saiu à noite e, de repente, só ao pagar a conta você percebeu que tinha uma taxa a mais.

Sou a favor do couvert artístico opcional: paga quem quer. Ou, talvez, que seja cobrado de outra forma. Por exemplo, o próprio bar opta por aumentar, em uma pequena quantia, o valor de alguns produtos - cerveja, petiscos e tudo o mais. Esse aumento, sim, deveria ser revertido para os músicos.

Agora, se quero pagar pra ver alguém tocar, prefiro pagar um show. E continuo dizendo não às bandas covers; ao couvert artístico; e às rodinhas de violã!.

14 comentários:

Débora =) disse...

Fazendo um breve compraração so pra ilustrar a minha opnião, eu acredito q assim como nos estados unidos qndo vc compra um produto e a taxa vem cobrada separada, o couver eh cobrado separado. O couver nada mais eh do q a despesa q o bar tem por contratar um serviço, e nós, usuários e consumidores, temos a oportunidade de ver essa "taxa" discriminada na nossa conta.
A partir do momento q vc frequenta o bar q tem som ao vivo, vc automaticamente está ciente de q uma taxa sera cobrada.
Akeles q não querer pagar couver, tem a opção de encontrar seus amigos em lugares q não oferecem esse tipo de serviço, pq esse lugres existem.
Agora, se vc quer ir onde seus amigos estão, e eles frequentam esses lugares, vc tem q se sujeitar a pagar.
Seria mto facil eu chegar la e falar q nao quero pagar pq nao curto bandas ou som ao vivo, ficar la curtino d boa e sair sem pagar...
Justo??

bjuuu

Anônimo disse...

ridiculo

Jorge Pessoa disse...

Eu sou músico!
Não preciso dizer mais nada né!....
Mas vou...
Imagine você que estudou alguma coisa a sua vida toda para poder lucrar com esta profissão algum dia!
Aquela faculdade,... que vc fez das tripas um coração pra pagar.
Todo o tempo que vc despendeu, os gastos com livros, passagem, gasolina, pesquisa etc....
PRA QUÊ!!
Penso eu que almejando um futuro!!!
Pois é!
Nós músicos temos que trabalhar tão duramente pra tocar bem um instrumento, como qualquer outra pessoa que faz qualquer outro tipo de curso.
Eu estudo música desde os 10 anos de idade,... tenho 35 anos agora.
Qdo estou tocando em qualquer lugar, cada nota que eu toco, representa o que eu passei.
E quer saber,.. eu quero o couvert artístico sim!!!
Só precisa ser melhor regulamentado e fiscalizado.

marcos ochiuto disse...

eu concordo com vc em um sentido, o dono do estabelecimento é que tem que pagar vcs musicos não os consumidores, ta certo que vc estudou musica, mas vc tem que ganhar com o show e não com as pessoas que estão ali, talvez a pessoa gosta da comida do local e não gosta de ouvir vc cantar, mas ela é obrigada a ouvir, pense nisso ..

Vania disse...

Como pode uma pessoa achar errado as casas onde tem músicos tocando, cobrar couvert artístico? Será que estas pessoas não conseguem ver que aqueles que não querem pagar o couvert artístico, basta ir as casas que não oferecem tal serviço, A ARTE DO MUSICO?

LIA disse...

SE VOCÊ NÃO QUER PAGAR COUVERT ARTÍSTICO, NÃO FREQUENTE LOCAL QUE OFEREÇA A DIVERSÃO.
ALÉM DE SER RAZOÁVEL O PAGAMENTO´, SUA COBRANÇA É LEGAL E RECONHECIDO PELOS TRIBUNAIS.
A ÚNICA EXIGÊNCIA É QUE O ESTABELECIMENTO AFIXE NA ENTRADA DO ESTABELECIMENTO A SUA EXISTÊNCIA E O VALOR COBRADO.
PORTANTO, PARA EVITAR PROBLEMAS INCLUSIVE COM A POLÍCIA, OU VERIFIQUE SE EXISTE O COUVERT E, SE NÃO QUISER PAGAR, VÁ PARA OUTRO LUGAR.

Anônimo disse...

Eu também discordo de ter que pagar um couvert artístico, isso porque também sou músico, toco em casamentos e aniversários, e sinceramente, como foi citado em alguns comentários acima frequento o estabelecimento pela qualidade dos "alimentos, petiscos" ali servidos. e tem um outro fator muuuito importante se é um músico realmente de qualidade, tem como ganhar seu $$ sem ter que ficar importunando nossos ouvidos, existem casamentos que ja cobrei 1.500,00 reais por um unico dia,ou melhor dizendo algumas horas do dia. e esse papo de ter "reembolso" do custo com o seu estudo de musica acho isso uma bela desculpa, estudou musica porque quis, eu toco a 12 anos e nunca entrei em uma escola de música. agora não sou obrigado a deixar de frequentar um estabelecimento por causa de um "meio músico" que deseja cantar suas músicas preferidas. Assim para os músicos, mas MÚSICOS de verdade peço minhas desculpas, embora não precise, pois, um músico mesmo não vive enfiado em butesco, restaurantes, enfim...Músico que é músico ganha direinho sem fazer dos nossos ouvidos um "pinico".

Vivian disse...

A partir do momento que vou a um barzinho tendo musica ou não, quem se responsabiliza ao pagamento tem que ser o dono do bar, afinal o musico esta lá para atrair a clientela, ele que arque com as conseqüências, mesmo porque nenhum cliente entra lá e pedi, o dono por sua vontade própria que contrata. A mesma coisa dos 10% do garçom, desculpa nunca esse dinheiro vai diretamente para os garçons é uma maneira ridícula de ganhar um a mais. O garçom esta trabalhando e tem seu salário para isso, vão me desculpar mais servir faz parte de seu trabalho e nós consumidores não somos obrigados a pagar por isso, pois nossa parte é simplesmente consumir. Sou filha de musico, e digo a responsabilidade do pagamento é total do proprietário, os clientes (consumidores) estão lá para seu lazer e consumir o que quiserem e pagar somente por aquilo. sendo bem clara CADA UM COM SEUS PROBLEMAS! Quer colocar couvert artístisco que arque com o prejuízo!!

Anônimo disse...

Eu não concordo com a cobrança dessa taxa. Quem contratou o couvert artístico que tem arcar com o pagamento. Eu mesma ja passei por isso, pois, fui ao estabelecimento para consumir, não fiquei nem uma hora e tive que pagar por algo que nao quis e que nao consumi. Só não deixei de pagar porque não sabia dos meu direitos, mas agora procurei saber e vi que eu não tenho obrigação nenhuma com " taxa extra para couvert".

Anônimo disse...

SOU MUSICO DE ANGRA DOS REIS, POREM, NAO SOU A FAVOR DO COUVERT ARTISTICO, ENTENDO QUE MESMO QUE O DONO TENHA UM CUSTO PARA CONTRATAR O MUSICO, ISSO E INTEIRAMENTE RESPONSABILIDADE DELE MESMO OQUE PODEMOS CHAMAR DE CUSTO BENEFICIO, SE ELE QUER USAR DA MUSICALIDADE DE UM ARTISTA PRA CHAMAR CLIENTELA, QUE ELE PAGUE POR ISSO DO GIRO DE CAPITAL DO PROPRIO ESTABELECIMENTO, E NAO DO BOLSO DO CLIENTE QUE JA ESTA ALI FAZENDO SUA PARTE COMPRANDO E CONSUMINDO, SENDO Q PODERIAM ESTAR EM QUALQUER OUTRO ESTABELECIMENTO, E OUTROS DIZEREM AOS CLIENTES QUE SE NAO QUIZEREM PAGAR E SO IREM PRA LUGARES QUE NAO COBRAM A TAXA, ISSO E RIDICULO, O CLIENTE TEM DIREITO DE ESTAR ONDE ELE QUIZER E A PESSOA PODE QUERER ESTAR ALI APENAS POR UM PRATO QUE ELA GOSTA, POR UM APERETIVO FAVORITO QUE ELA GOSTA DE COMER EXATAMENTE ALI, E A MUSICA PODE TORNAR-SE INDIFERENTE, ELA PODE INCLUSIVE NEM GOSTAR DO GENERO MUSICAL, DA VOZ DO ARTISTA E NEM CURTIR NADA DAQUILO Q ELA ESTA PAGANDO OBRIGATORIAMENTE...E O CODIGO E CLARO, O CLIENTE DEVE PAGAR APENAS PELO QUE SOLICITOU, E QUEM SOLICITOU O MUSICO FOI O COMERCIANTE COMO FORMA ESTRATEGICA DE CHAMAR CLIENTES PARA O ESTABELECIMENTO, E NAO O CLIENTE...
ENFIM, SOU MUSICO, ACHO QUE O MUSICO TEM QUE SER RESPEITADO COMO PROFISSIONAL QUE E...AGORA NOS MUSICOS FALARMOS QUE ESTUDAMOS E POR ISSO E COUNVERT E JUSTO, ISSO NAO TEM CABIMENTO ALGUM, TEMOS QUE LEMBRAR QUE QUEM PAGA E O CLIENTE QUE NAO SOLICITOU O SERVICO...E ISSO E UM DELITO... POREM JA VEJO COMO UM PROPRIO DESRESPEITO AO MUSICO COBRAR TAXA PARA QUE SE CAPTE RECURSO PRO PAGAMENTO DO CACHE, COMO NA EPOCA QUE COLOCAVAM CHAPEU PRA VER QUEM COLOCAVA DINHEIRO....RIDICULO NE... ASSIM COMO TAMBEM E UM DESRESPEITO AO CLIENTE COBRAR ALGO QUE ELE NAO SOLICITOU, SE ESTAR LA, QUEM CONTRATOU O SERVICO QUE PAGUE O MESMO... ABRACO A TODOS, MUSICOS...

Anônimo disse...

Bom eu acho assim ...cada um com seus problemas ...se vc é musico ..quem deve pagar é o dono do bar ..não eu ...eu pago consumindo e só .....a maioria dos bares e restaurantes não divulgam o tipo de musica que ira tocar ......se eu não gosto tenho que pagar isso ? jamais errado ....extorção ... só pago o que consumo e não pedi pra ninguem cantar pra mim

Anônimo disse...

Bom, hoje mesmo tive que me retirar de um restaurante com ambiente familiar, onde tem pesque e pague, etc. por conta disso.Quer dizer: fui eu e minha familia e chegando lá tive que encarar musica ao vivo (sertaneja) que não fazia nosso estilo musical e ainda tinhamos q pagar 3,00 por pessoa. De jeito nenhum...fui p/ pescar e almoçar...

Anônimo disse...

na minha opinião deveria ser opcional esta cobrança, até ser de livre valor da mesa, com certeza tem muitos que cantam e tocam bem, agora tem uns que estão de brincadeira né. fui em um bar semana passada que se chama caldos 24 horas que fica em goiania na avenida t-63, acreditem, lá cobram couvert da musica que fica tocando no som, isso mesmo, fica passando o clip na tv e teloes e isso e cobrado. isso sim e desrespeito com o consumidor. valor cobrado se nao me engano foi de 1.50 por pessoa.

Bárbara disse...

Tenho restaurante e fico boba de ver a cara de pau de certas pessoas..Já ouvi muitas pessoas fazendo comentários quanto à couvert e ganho sobre preço dos produtos..o sujeito chega ao local pede uma batata frita de R$12,00 e diz que com esse preço consegue comprar 3 kilos de batata e confesso que sim, dá para comprar até mais, mas R$ 12,00 não paga a fritadeira, o oléo, a cozinheira, a bandeja onde é servida a batata, os pratos, talheres, maionese, mostarda, sal, catchup, mesa e cadeira onde o infeliz está sentado para comer a batata, aluguel do local que o mesmo está, decoração, inumeros impostos sobre compra e venda da tal batata, sistema de computação onde o tal produto é lançado, garçon e nem o músico que está ali tocando a noite toda enquanto o ser come a bendita batata.
Acho mais que justo pagar o couvert, pois nem todos os locais tem condições de pagar um valor fixo para o músico e, sendo assim, ainda menos músicos seriam contratados. Além do mais, quem não gosta de música ao vivo, vá à algum que não a tenha.
E quanto aos 10% do garçon darei exemplo próprio: tentei trabalhar pagando o piso para garçon + 10%..resultado: o coitado trabalhava a madrugada toda para ganhar nem metade do que pago hoje, pois pessoas que adoram tirar vantagem própria sem reconhecer o serviço alheio (como se todos ali trabalhassem de graça) não pagavam