quarta-feira, 9 de abril de 2008

Modismo: a doença do século

Emo, Funk, Ravers. O que esses nomes têm em comum?

Além de você provavelmente já ter ouvido falar de todos, cada um se refere à febre que assola qualquer cidade brasileira - modestamente falando. Os emos? São aqueles pseudosofredoresquesofremdebixisseaguda, que vivem em shopping, nas esquinas, em cima da árvore, no esgoto, nas raves, nos bailes funks, nos shows sertanejos e até em sua própria casa, se bobear. Na verdade são meninos/meninas vestidos iguais a meninos-meninas, maquiados até nas partes íntimas, se bobear, que adoram, idolatram, apaixonados por um tal de som emocore (quase um punk que puxa mais para o lado gay da coisa). Sim, qualquer um sabe do que estou falando.

Funk: Ahh, ritmo raíz brasileiro, mais especificamente da periferia (carioca ou não). Nas festas funks, rola de tudo: sexo explícito, minas-manos, manos-maismanosainda e até gente da elite. O som detonou alguns anos atrás e a febre se generalizou. Escutar um batidão na rádio hoje, não é difícil. Letras pervertidas, com palavras de baixo calão e/ou apologia ao crime fazem a galera quebrar tudo...tudo mesmo!

Ravers: Aqueles metidosaosmaisloucosdouniversoparalelo que não perdem uma rave, uma festa de aniversário que tenha música eletrônica, ou até mesmo casamento que tenha um DJ renomado em sua festa- tipo Djfilhadoprefeito, Dj Renatinho, enfim, prometo um posto só sobre isso. Gostam de doces e balas, além de farinha, massa, álcool. São os doidões da bala Chita. Ultimamente, é possível encontrar os FritoXXX, FriteXXX até em festas sertanejas - desde que o final do evento seja marcado por música eletrônica.

Duvido que ninguém nunca tenha ao menos passado ao lado de um dessas quatro tribos. Eles estão por todos os cantos, a toda hora.

A sociedade é tão esdrúxula que valoriza aquilo comum, que todo mundo resolveu se tornar adepto. É tipo assim: "porra velho, a rave X tá pegando. Vamo cola lá. Todo mundo fala que é bem da hora, vale a pena. Vou começar a ir em todas a partir de agora". E é a partir daquele momento que o modismo começa - até que o tempo leva embora e não sobra nada - ou não.

E não é só na música que o modismo afeta. Tudo ao seu redor, na verdade, é fator determinante para um produto se tornar ele mesmo num shopping. Digam uma coisa: alguém aí já viu mais de três jovens dando um rolê e azarando as meninhas pela cidade - cada um em um carro diferente? Aposto que a resposta é não! E num Golf? Num A3? Ou então Chevette, Monza, Astra? Aí a história muda.

É certo que as pessoas mudam com o tempo, e não condeno isso por ser natural. Agora mudar apenas para se adequar aquilo que todo mundo gosta e quer ver, é hipocrisia, falta de personalidade.

Portanto, conforme diz a Pitty, "seja você, mesmo que seja estranho" (é claro que essa música foi ironicamente citada aqui).

Sem mais!

3 comentários:

Marketing disse...

mando bem nesse post...
mas acho q você postou isso porque nao se encaixa direito em nenhum grupo...já que: o estilo q mais curte eh reggae, e é mais branco que a própria cor branca. ...quer ser hominho e andar com os amigos..porem é mais afeminado que as proprias femeas (??) ... é isso ai...
acho q num fez muito sentido esse comentario tb...mas to sendo eu mesmo, mesmo sendo estranho.....e Top.

to aguardando esse post sobre os DJs....ansiosamente

akele abraço

Débora =) disse...

So uma obs: as reves tocam psy, oq no caso, nao se encaixa nos djs tocados.
E falando de rotulos.. axo q nao preciso nem comentar neh...
bjuk's

Unknown disse...

tb aguardo ansiosamente!
hauhauhau
alouuuuuuuu... ninguém posta mais não??!
=P